http://www.novae.inf.br/site/images/top1.jpg

A s s i n e   o   b o l e t i m   N o v a E   Cadastrar Descadastrar      

http://www.novae.inf.br/site/images/menu.jpg

Aécio de barbas de molho
| Share

José de Souza Castro

No dia 21 de maio deste ano, Aécio Neves se encontrou em Brasília com José Roberto Arruda e, em entrevista, disse:

“Não posso vir a Brasília sem visitar o governador Arruda, que vem se consolidando no Brasil como um dos melhores gestores desta geração de governadores, para orgulho de todos os mineiros, seus conterrâneos. Vim também hoje conversar sobre uma oportunidade que pode ser extremamente interessante tanto para a população do Distrito Federal quanto para a população de Minas Gerais, que é a principal acionista da Cemig.

Vim manifestar ao governador Arruda um oficial interesse da Cemig em construir uma parceria com a CEB. Uma parceria no campo gerencial, a Cemig pode incorporar o know-how, a credibilidade que tem hoje, é líder em sustentabilidade em todo o mundo, respeitada dentro e fora do Brasil. Além disso, alavancar recursos que possam permitir ao governador Arruda fazer os investimentos que ele tanto quer fazer, principalmente na melhoria da qualidade da distribuição de energia”.

Aécio Neves esperava que teria, dentro de uns 60 dias, mais notícias a dar sobre essa parceria. E acrescentou ter tratado com o colega do Distrito Federal de outros assuntos, entre eles, política e

“ações administrativas, onde temos uma sinergia muito grande. O governador Arruda e sua equipe têm uma relação muito próxima com a minha equipe, na área da educação, da saúde, enfim, temos uma identidade muito grande na visão de como gerir a coisa pública. Somos de uma geração que, tanto o Arruda como eu, introduzir o tema de gestão publica de qualidade na agenda nacional. Acho que temos que superar uma falsa dicotomia entre aqueles que consideram a gestão de qualidade algo distante dos avanços sociais. Ao contrário, na minha avaliação e creio que na do governador Arruda, não existe nenhuma ação de maior efeito social do que a boa aplicação do dinheiro público, do que você gastar o dinheiro público com prioridades corretas, com acompanhamento correto, sem desvios, sem desperdício. Eu acho que temos conseguido, com os bons resultados de Minas e do Distrito Federal, de alguma forma, inspirar, e alguns governadores têm feito algo na mesma direção, ajudar a inspirar o Brasil, no plano central a prestar um pouco mais de atenção nos resultados da gestão pública”.

No dia 29 de setembro, os dois governadores se reuniram de novo na capital federal. Na coletiva depois do encontro, Aécio disse o seguinte:


"Eu converso com o governador Arruda todas as semanas praticamente, quando não pessoalmente, por telefone."

Sei não, mas penso que, se pudesse voltar atrás, Aécio passaria uma borracha sobre essas palavras, que na época foram distribuídas sem receio pela Agência Minas, ligada ao Palácio da Liberdade. Suponho que, passados menos de seis meses, o conceito do tucano Aécio Neves sobre o “demo” Arruda ficou um pouco diferente por culpa da Polícia Federal e da imprensa nacional.

Fiz uma pesquisa no Google e não vi nenhuma declaração de Aécio a respeito da crise que atinge em cheio o colega. É o momento de calar-se, talvez, à espera de que a nuvem mude de novo de formato.

Não é o que pensa, porém, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que anunciou nesta terça-feira que seu partido vai abandonar o governo de José Roberto Arruda. Avisou que os tucanos que não deixarem o governo serão expulsos do partido. São três os secretários (Obras, Márcio Machado, que é também presidente local do partido; Governo, José Humberto Pires; e Fazenda, Valdivino Oliveira), mas os tucanos ocupam ainda outros 100 cargos no governo do Distrito Federal. Há também dois deputados distritais do PSDB que fazem parte da base de apoio do governador na Câmara Legislativa. Dos 24 deputados distritais, sete fazem oposição ao governo.

E em Minas, quantos são os deputados que fazem oposição a Aécio?

Não sei, mas acho que nosso governador não tem o que temer na Assembléia Legislativa (e na imprensa e no Ministério Público e no Judiciário) e pode se dar ao luxo de falar e calar quando achar conveniente. Agora talvez seja a hora em que um bom tucano entra na muda. Por outro lado, é também um momento de reflexão: o que deu errado nas ações administrativas de Arruda e que poderia ser também um desastre para Aécio – pois há nelas uma “sinergia muito grande”?

Espero que o governador e seus assessores estejam meditando a respeito, mas haverá tempo de mudar, antes que o mandato chegue ao fim?

Uma das sinergias que percebo, nessa ação governamental do tucano e do demo, é a forma como ambos conseguiram calar a imprensa em seu território. É possível que um dos efeitos desse controle esteja aflorando agora e submergindo o governador Arruda na lama.

O dono do jornal "Tribuna do Brasil", Alcyr Collaço, apareceu em vídeo guardando seis maços de notas na cueca, parte do esquema do mensalão do DEM.

Já o principal jornal brasiliense faz parte, como o “Estado de Minas”, do grupo fundado por Assis Chateaubriand, e tem como principal executivo o mesmo jornalista.

Ricardo Noblat, que foi diretor de Redação daquele jornal e acabou expulso dos Diários Associados – era um dos condôminos – porque levou o “Correio Braziliense” a fazer oposição feroz contra Joaquim Roriz, o antecessor de Arruda, escreveu ontem em seu blog que o jornal tentava restringir a crise aos parlamentares distritais que receberam o mensalão, tirando o governador da brasa.

Não tenho muito interesse em ler o “Estado de Minas” e não sei o que vem publicando a respeito. Mas suponho que os mineiros que quiserem se informar bem sobre o caso devem ler um outro jornal.

+ José de Souza Castro na NovaE:

  A maior obra de Aécio Neves
  Greve de ônibus, uma velha jogada
  Pobre (rico?) Haiti
  A Cidade Administrativa e "o povo que paga"
  Cerveja: bebendo gato por lebre?
  O vôo tardio do tucano
  Aécio de barbas de molho
  Nas mãos de Lula, não do Supremo, o destino de Cesare Battisti
  Centro Administrativo, um elefante em fase de crescimento descontrolado
  O cassino financeiro e o puxão na orelha do FMI
  O inverno da desesperança em Minas
  Da audácia de Obama ao pós-americanismo
  Caso Battisti: o Supremo na berlinda
  Francenildo e o fim do sigilo bancário
  Caça a Marina Silva
  Um elefante incomoda muita gente
  Os espertalhões e a CPI da Petrobras
  Uma viagem, duas notícias
  A despedida e a despedida de Aécio Neves
  Uma briga que não pode acabar assim
  Política mineira, um novo lance
  Dandara, grileiros e o silêncio do governo
  Para punir torturador não é preciso mudar a Lei da Anistia
  Caça a Dilma Rousseff
  Coronelismo no Ministério Público
  Um "socialista" na prefeitura de BH?
  A Votorantim e a destruição em Vazante
  Soltura imediata do jornalista iraquiano, para esquecer logo as sapatadas contra Bush
  Crise mundial tem seu lado bom...
  Obama, Zumbi dos Palmares e o despertar da Consciência Negra
  Man Booker Prize e a crise atual
  O pensamento escravocrata de Aécio e Lacerda
  Por que chora o Fernando Pimentel?
  Novo Jornal: antes do empastelamento, a espionagem
  Candidatos, me enganem que eu gosto!
  À espera do desempastelamento do Novo Jornal
  Empastelamento – Carone prova que Novo Jornal é registrado e tem um responsável
  O empastelamento do Novo Jornal
  Ataque à Coisa Nossa
  Temos enfim a Coisa Nossa?
  Um juiz de araque
  Mais uma vez, a grande ameaça
  Ameaçados pela FOME e pela falta de líderes
  Matar ou morrer?
  O tamanho do porrete encolheu
  Amazônia à venda
  Amigos do Rei
  Um tucano no alvo
  Os canalhas e seus palácios
  Ressurreição: o que nos deveriam ensinar os Evangelhos
  Tentativa de assassinato de um blog
  Uma eterna aprendiz no PT
  Outro caso do setor elétrico
  Usina no rio Madeira, pauleira no contribuinte
  A soneca dos tucanos mineiros
  Estilingada em ninho tucano derruba ministro
  Dono da ilha de Caras na cadeia
  Pobreza tem cura
  Estilingue do PSOL mira um tucano de sorte
  Walfrido pouco sabia...
  Quem deu a Azeredo o dinheiro da Cemig?
  Marcos Valério no ninho tucano


Fortaleça a imprensa independente do Brasil e a Livre Expressão ao disseminar este artigo para sua rede de relacionamento. Imprima ou envie por e-mail.

Trincheira da Livre Expressão:

     

Receba no seu e-mail boletim com novos links para novos artigos
 Cadastre-se agora

Mas o que é a Novae?
Novae: uma história de amor ao copyleft                                



Manifeste-se!

Nome:
E-mail:
Dê sua opinião:
Código:
Digite o código:


*José de Souza Castro*
josedesouzacastro@hotmail.com
Inserido em: 2010-01-07 21:46:34

Caro Gabriel, mais uma vez, obrigado pela atenção com que tem distinguido os meus pobres artigos. Não vou polemizar, pois concordo com o que escreveu Francis Bacon em 1620, no "Novum Organon": "A compreensão humana, após ter adotado uma opinião, coleciona quaisquer instâncias que a confirmem, e ainda que as instâncias contrárias possam ser muito mais numerosas e influentes, ela não as percebe, ou então as rejeita, de modo que sua opinião permaneça inabalada".

Bacon certamente não teria excluído ninguém dessa crítica, muito menos nós dois.

De minha parte, tenho algumas convicções inabaláveis. Por ordem:

1. Não sei se Aécio Neves é um bom governador ou não, pois geralmente não tenho informações confiáveis sobre seu governo, já que a imprensa, sobretudo a mineira, não tem cumprido bem o seu papel. Então, quando critico Aécio, na verdade estou criticando a imprensa.

2. E quando critico a imprensa, às vezes aponto o jornal "Estado de Minas" como uma espécie de líder dessa alienação jornalística, tendo em vista que ele próprio se identifica como o grande jornal dos mineiros. Não o sendo - na minha opinião - não me interesso realmente pelo que ele publica. E lamento profundamente por isso, pois acho que os mineiros merecem uma imprensa melhor. E não tenho visto ainda os concorrentes cumprindo de fato o papel que o jornal dos Associados se nega a cumprir aqui e em Brasília.

3. Enquanto a imprensa se omite, não vejo em outros setores da sociedade, entre eles, sindicatos, Ministério Público, partidos políticos, Assembléia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado, qualquer preocupação em ampliar sua compreensão sobre o governo e superar ideias preconcebidas que percebo predominar na população eleitora, o que geralmente não resulta em boa coisa, politicamente falando. Pois, como diz Mlodinow em "O Andar do Bêbado", além de buscarmos preferencialmente as evidências que confirmam nossas noções preconcebidas, também interpretamos indícios ambíguos de modo a favorecerem nossas ideias. E isso pode ser um grande problema, pois os dados muitas vezes são ambíguos. E não há como esclarecer essas ambiguidades sem o contraditório, publicando-se apenas os dados que favorecem o governo.

É isso. Não vou me alongar mais, pois não vale a pena.




*Gabriel Sousa Marques de Azevedo*
gabriel.cheval@gmail.com
Inserido em: 2009-12-25 12:36:43

Freud explica
ou Freud explica? ou Será que Freud explica? ou José de Castro e o Estado de Minas

Sigmund Freud já se foi há mais de 70 anos, mas, na condição de “pai da psicanálise”, continua sendo invocado feito um santo padroeiro para explicar aqueles meandros da mente humana que escapam aos princípios da lógica. Um desses desafios é entender a fixação – ou obsessão ou mania – que o jornalista José de Souza Castro tem com o jornal “Estado de Minas” e com o governador tucano Aécio Neves. Ambos são temas recorrentes nos artigos que Castro escreve e publica em sites diversos na internet. Seria mais facilmente compreensível a insistência se ambos, jornal e governador, fossem objeto de estudo sistemático, mas não parece ser o caso.

Em seu artigo mais recente, intitulado “Aécio de barbas de molho” e disponível no portal da NovaE, (link) http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1414 Castro se dedica a listar declarações elogiosas de Aécio ao Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Novidade não há já que as declarações foram públicas e estão disponíveis, como aponta o próprio jornalista, na agencia de notícias do Governo de Minas. Mas, como se sabe, Arruda anda pela bola sete com o vendaval de denúncias de corrupção que irromperam a partir da mais recente operação da Policia Federal. E a intenção de Castro, obviamente, é transformar os elogios de Aécio à administração de Arruda em uma aprovação tácita a tudo que Demista andou aprontando com panetones e caixas de campanha.

Essa alquimia com declarações de Aécio são, com o perdão da expressão ligeiramente rude, de uma desonestidade intelectual ímpar. É fato que José de Castro não foi o único a fazê-la, mas isso não torna o ato mais razoável. O que fica evidente é que Castro arranjou um jeito de tirar mais uma casquinha de Aécio. Se o objetivo fosse uma análise política de eventuais ligações perigosas com Arruda, Castro, experiente que é, haveria de citar também as diversas declarações elogiosas do próprio Luiz Inácio Lula da Silva ao Governador do Distrito Federal.

Não há, porém, uma linha sobre as falas do presidente em discurso na inauguração de linhas de metrô. link (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/06/dem-da-palanque-lula-dilma-em-evento-sobre-policiais-no-distrito-federal-914639951.asp) Aécio fala em “sinergias” entre as duas administrações e Lula exalta a “parceria” que mantinha com Arruda, apesar de serem de partidos antagônicos. E daí?

Não é nem um pouco razoável supor que Aécio e Lula estivessem, em suas respectivas declarações, concedendo um aval aos largos desvios de conduta de José Roberto Arruda. Os elogios ecoavam, isto sim, as evidentes melhorias promovidas na administração do Distrito Federal e reconhecidas pela própria população: nas pesquisas de avaliação de governos do DataFolha, Arruda aparecia com 38% de aprovação ao fim de seu primeiro ano de mandato, em 17 de dezembro de 2007, atingindo uma avaliação positiva de 58% na pesquisa divulgada em 25 de março deste ano. Ou seja, fica evidente que seu governo vinha em ascensão e que a maioria da população de Brasília e das cidades satélites também haveria de dar declarações elogiosas sobre seu governador e, claro, não estaria corroborando os episódios de corrupção.

José de Castro, aliás, não só desconhece as declarações de Lula, como as do próprio Aécio. Insinuando um silêncio constrangido do governador mineiro, o jornalista escreve que “procurou no Google” e não encontrou nenhuma declaração dele a respeito do caso. Quanta bobagem! O artigo de Castro foi publicado no dia 2 de dezembro, mas não é possível saber quando ele o redigiu. Talvez tenha sido no calor dos fatos (ou das suas idéias), já que no dia 30 de novembro há nota distribuída à imprensa com declarações de Aécio exigindo “o esclarecimento do caso o mais rápido Possível”. Elas foram publicadas pelo Estadão em sua versão online e replicada em outros sites e portais. (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-e-serra-pedem-explicacoes-sobre-mensalao-no-df,474568,0.htm) E, no dia 2, Aécio falou sobre as repercussões das denúncias para as eleições de 2010. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u660779.shtml) Ou seja, Castro constróis seu argumento sobre uma pesquisa, no mínimo, muito mal feita e poderia emendar seu artigo com informações fresquinhas se assim o quisesse.

Toda essa elucubração do jornalista, no entanto, serve, precariamente, de fio condutor para que ele dê tratos à sua outra fixação. Das declarações e do suposto silêncio de Aécio, ele passa a discorrer sobre o tratamento dado pelo “Correio Braziliense” ao caso e deságua em outro veículo do mesmo grupo editorial, o... ESTADO DE MINAS! E o faz de forma estarrecedora. Escreve José de Castro: “Não tenho muito interesse de ler o Estado de Minas e não sei o que vem publicando a respeito. Mas suponho que os mineiros que quiserem se informar bem sobre o caso devem ler outro jornal.” Uai! Se não há interesse, por que esse veículo em particular é tema recorrente nos ataques do jornalista José de Castro? Porque essa obsessão com o Jornal Estado de Minas que ele chega a confundir com a imprensa em sua totalidade no Estado de Minas Gerais. Porque, na verdade, para José de Castro, parece que em Minas só existe o Estado de Minas.

Então, vamos lá, já que não tem interesse pelo “Estado de Minas”, Castro deveria seguir seu próprio conselho e ler outros jornais. Alguém deveria avisá-lo que em Minas há um jornal chamado “O Tempo”, que tem escrito inúmeros textos contra o governo e o governador, tanto em reportagens quanto em editoriais; que há também, o “Hoje em Dia”, que, entre outros assuntos, desfia criticas sistemáticas contra a política de segurança.

Talvez essas leituras possam oferecer um novo ponto de vista sobre a imprensa mineira e livrar o jornalista de sua fixação em criticar um jornal que não lê e pelo qual não se interessa. Com um horizonte mais amplo, ele poderá perceber que o tratamento dispensado a Aécio Neves pelo Estado de Minas é idêntico ao que receberam políticos de outros campos, como os ex-prefeitos Fernando Pimentel e Patrus Ananias, ambos petistas no período em que ocuparam a prefeitura da capital. Mas aí o jornalista vai perder o discurso. E cair na realidade, que é tão chata.



*RONALDO LAGE*
ronaldolage@gmail.com
Inserido em: 2009-12-06 13:30:54

palavras do Aécio em encontro recente com os DEMOS em BH:

...e o meu irmão, mineiro, governador do Distrito Federal que faz uma extraordinária gestão no Distrito Federal, e há uma identidade, uma parceria muito grande do governador Arruda com a nossa gestão aqui em Minas Gerais.

“Temos tido parcerias inúmeras em diversas áreas. Ele tem estado conosco e eu tenho estado com ele permanentemente e a sua presença aqui é motivo de uma satisfação para mim muito especial. Ele representa o novo na administração pública brasileira.

fonte:http://jogodopoder.wordpress.com/tag/dem/page/2/



*Chico Villela*
chicovillela@gmail.com
Inserido em: 2009-12-02 15:44:25


O Zé de Castro, como sempre, mais uma vez tem razão: onde anda agora tanta "sinergia" entre os dois governos? É sabido que, na véspera, negado pelo digno juiz do STJ seu pedido de 'adiamento' da Operação Caixa de Pandora pela PF, Arruda apelou a Aécio, que tentou meter-se no vespeiro naquela hora.

Interessante a citação longa que Zé de Castro resgata da questão da Cemig e seu interesse em "participar" da gestão da energia elétrica do DF na gestão do engenheiro eletricista Arruda. Este é um campo em que uma auditoria teria muitos elétrons a colher.

A CEB resolveu há uns anos, durante uma das inesquecíveis "gestões" de Roriz, entrar na área de construção de usinas e geração de energia. Com isso, conseguiu duas expressivas vitórias:
1) empreendeu obra que custou quase duas vezes o orçado ao início - uma auditoria teria muitos sacos de cimento a colher se se debruçasse sobre essa anomalia (de 450 mi para 800 mi);
2) abandonou, por falta de recursos, as inadiáveis e essenciais tarefas de manutenção, e seus resultados podem ser vistos na capital e em todo o DF: apagões, quedas quase diárias, estouros e pifadas de equipamentos que deixam trechos horas sem luz, obsolescência geral da rede; enfim, uma situação que dois técnicos seniores do ramo, em conversa comigo, chamaram de "absoluto caos". Não se trata só de manutenção: algumas obras grandes também foram adiadas em nome da geração.

Outro técnico, antigo colega estudante de engenharia, traduziu de outro modo: foi algo que pareceu planejado para sucatear a CEB e abrir as portas para a entrada de capitais na empresa (como se sabe, a Cemig tem capitais nacionais e estrangeiros). E quem sabe também alguns dos "interessados" na compra da CDEB estariam ligados aos responsáveis pela área na citada "gestão" Roriz.

Os vídeos da dinheirama em cuecas e meias, e até mesmo em elegantes bolsinhas de deputadas, escondem até agora o principal: as licitações e concorrências, as dispensas de procedimentos-padrão, a privatização da área de saúde, as super-obras como a criação de mais um imenso canteiro de obras civis, o Setor Nordeste (o vice, por acaso, é o maior empreiteiro civil da capital da República), etc. etc. etc.

Se o STJ quiser, o trem mineiro, que já descarrilou aqui, vai mostrar muita coisa embaixo das rodas.

Mas o diabo é que quem está rindo à toa é Roriz. DE NOVO???
 Publicado em: 2009-12-02 por admin, última modificação em: 2009-12-02 por admin

 

 

     

NovaE.inf.br é uma revista pluralista na divulgação de idéias e conceitos a respeito de Internet, nova economia, cibercultura, política, cultura, literatura, mídia, comportamento, filosofia e cidadania. Portanto, as opiniões emitidas em colunas e em artigos assinados não correspondem, necessariamente, à opinião dos editores.
Conteúdo autorizadoSaiba mais sobre o projeto.

Desenvolvido com tecnologia PHP-Nuke, liberado sob licença GNU/GPL.

Desenvolvimento de sites em Santa Catarina: CMM Interativa.

Para visualizar melhor a NovaE utilize a configuração de tela 1024 x 768