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Excomunguem-se!
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Cristina Moreno de Castro

Uma menina de nove anos, baixinha, magrinha, abusada sexualmente pelo padrasto durante três anos.

Engravida. Pior: de gêmeos.

Os médicos atestam que, se ela não abortar, correrá sérios riscos de morte, inclusive porque seu útero, muito menor que de uma mulher adulta, provavelmente estouraria com o peso dos gêmeos.

Ou ela aborta da gravidez criminosamente provocada, ou muito provavelmente morre.

A legislação brasileira, ainda atrasada, já prevê aborto em duas circunstâncias:

- se a mãe estiver correndo risco de morte
- se a gravidez for decorrente de estupro.

[Estupro, pra quem não se toca, é uma das piores e maiores agressões, físicas e psicológicas, a que uma mulher pode ser submetida. Piora em grau de perversidade se for feito contra uma criança de nove anos, evidentemente sem condições de se defender de seu agressor.]

Ou seja, o aborto da menina de nove anos era garantido pelas duas condições legais.

Era, antes de tudo, garantido pelo bom senso de se preservar uma vida, já por demais fragilizada.

Por isso, autorizados pela mãe da criança, médicos de Pernambuco procederam com a cirurgia e hoje a menina passa bem (fisicamente, é claro. Para curar as feridas psicológicas, ainda é preciso um bom acompanhamento e carinho familiar).

Tudo ia bem no desfecho desse conto de fadas cruel da vida real.

Até que um arcebispo, saído diretamente da Idade Média, decidiu excomungar médicos e mãe por terem salvado a vida da criança estuprada.

Ameaçou até entrar na justiça contra o "crime" cometido por eles.

Esqueceu-se que vive num Estado laico, protegido por leis que respeitam a garantia à vida de quem já nasceu.

Por outro lado, embora o padrasto estuprador e pedófilo tenha cometido um crime gravíssimo, não pode ser excomungado, pelas regras da Igreja Católica, segundo o mesmo arcebispo.

Guardemos o nome do arcebispo: José Cardoso Sobrinho.

Ele não fala por todos os católicos. Mas ganha o apoio em sua posição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (que realiza a elogiável campanha da fraternidade) e de um chefe do Vaticano (Estado hoje regido por um papa conservador, retrógrado e que discorda diametralmente de posições históricas como a do papa João XXIII e do São Tomás de Aquino, que contribuíram para o avanço da humanidade).

Minha pergunta é: que igreja é esta e pelas regras de qual deus ela é regida?

Ou, muito melhor: quem são os homens da Terra, muito pouco humanos, que decidiram essas regras e esses critérios, os transformaram em política de um Estado chamado Vaticano, e alardearam estarem representando uma entidade divina e benevolente?

Encontremos esses homens, mesmo os já defuntos, e julguemo-los por crime contra a vida humana. E que aqueles que, como o médico (católico) que salvou a vida da criança, acreditam em princípios de fé cristã muito diferentes dos dogmas normatizados pelos homens da Igreja, desvencilhem-se da instituição que fala por eles como inquisitores – os mesmos que, lixando-se para a vida das mulheres, queimavam-nas nas fogueiras por crimes sem provas.

Excomunguem-se!

---------------------------------------------------------

P.S. Corre uma campanha na internet chamada "Eu também quero ser excomungado". Para aderir a ela, basta mandar um e-mail para arcebispo@arquidioceseolindarecife.org.br. E quem não for irônico que me perdoe.

03.2009

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*laudjb*
LAUDJB@OI.COM.BR
Inserido em: 2009-03-19 21:29:05

Quero entender o por quê de tanta irritação com esta estória de excomunhão? Querem abafar a morte de dois inocentes culpando a Igreja?
Como é fácil resolver os problemas no Brasil. Uma menina é estuprada e a Constituição diz, mate o FETO, pois ele poderá matar a pobre hospedeira de 9 anos. Médicos renomados, podres almas que desenterram todo o seu conhecimento fútil em cima de um indefeso FETO.
Que médico nunca errou um diagnóstico? Que médico tem a chave da vida nas mãos? Que juiz pode determinar a sentença daquele que não pode ainda se defender? Agora a culpada é a Igreja que excomunga os assassinos que a Lei está protegendo.
Queria imaginar se fosse um deles sendo covardemente retirado do ventre materno sem ter a chance de nascer, crescer, de dizer mãe eu te amo, vô/pai eu te perdoo, mesmo no seu ato insano e cruel em fazer o mal a minha mãezinha que tinha nove anos. Pois estou aqui, vivo, graças a misericórdia do bom Deus que levou aos corações dos médicos o amor de pai e o respeito pela vida, que cuidaram da minha pequenina mãe até ela me parir.
Tenho certeza que tudo isso que aconteceu poderia ter tido um final feliz se existisse fé.

Paz e Bem!


*Lauro Natalino Lustosa de Aragão Neto*
carequinha43@gmail.com
Inserido em: 2009-03-13 10:14:46

Que conversa mais boba é essa de defensora da vidas envolvidas nessa história, Sr. Fábio. Como pode um Bispo propor que a criança carregasse uma gravidez gemelar em prol da vida dos fetos, esquecendo que criança corria um risco de altissimo grau? leia as opiniões de médicos, não apenas do Brasil, mais de outros paises sobre essa gravidez. Há opiniões diversas, mas todas defendendo a ação dos médicos brasileiros, sendo a mais coerente neste caso.
Apenas para citar algumas; Essa criança poderia ter os bebes com seis meses de gravidez, poderia vir a morrer ela e os bebes; o utero dessa criança poderia explodir com o avanço da gravidez, morrendo ela e os bebes, e tantas outras. Quem é mais cristão, os médicos ou Bispo? Onde está a capacidade de compreeder e perdoar do Bispo, que cristianismo é esse do Bispo, que excomunga a mãe e os médicos, mas deixa fora o criminoso do padrasto. alegando que o estupro é um crime menor que o aborto. Mais um vez o Vaticano da mostra do seu histórico público de proteção aos estupradores, principalmente os de batinas.
Faça-nos um favor você, Fábio; reconsidere sua opinião.


*José de Souza Castro*
josedesouzacastro@hotmail.com
Inserido em: 2009-03-12 11:06:18

O jornalista Acílio Lara Resende, de tradicional família católica mineira e membro do Conselho Editorial do jornal "O Carrilhão", da Igreja do Carmo, em Belo Horizonte (no qual, aliás, a autora do artigo já trabalhou como repórter), escreve hoje um artigo bem equilibrado sobre esse caso no jornal "O Tempo". Ele ouviu Frei Cláudio von Balen, um teólogo e filósofo conhecido, que está na Igreja do Carmo há mais de 40 anos, desde que chegou ao Brasil vindo de sua terra (a Holanda), e que, a meu ver, não concordaria com algumas das opiniões manifestadas aqui por comentaristas que discordam da autora. Como diz Acílio, é um tema polêmico. O melhor é encará-lo sem radicalismos.


*Fabio*
fabiocsm@yahoo.com.br
Inserido em: 2009-03-11 15:38:51

Matam-se inocentes em favor de uma falsa liberdade e ainda acusam a Igreja que é a UNICA DEFENSORA das vidas envolvidas nessa historia???
Façam-me o favor!!!
Querem se excomungar??? Ótimo, menos maus-cristãos no mundo!!!


*Lauro Natalino Lustosa de Aragão Neto*
carequinha43@gmail.com
Inserido em: 2009-03-11 09:18:55

Gostaria de pedir as essas duas pessoas, "Demian" e "José Francisco da Silva", que fechem os olhos por breves segundos, e tentem....nesses breves segundos, visualizar uma criança qualquer de 6 anos, magriiiiiiiinha. Ela deve estar brincando com suas bonecas, vivendo em mundo que é só dela. Um mundo lindo, onde todas as pessoas são lindas, mas que de repente começa a mudar com a presença de um monstro que começa a assustar essa criança.....esses assombros terminam aos 9 noves de idade. Porque agora, começa o pesadelo. Agora imagine "Demian e José Francisco", se essa garotinha fosse irmã de um de vocês?. Ninguém está jugando a Instituição Católica, porque na sua essência ela é perfeita, mas sim a ação de padres e bispo hipócritas que não representam a essência de Deus. Jesus, diante da mulher adúltera, foi capaz de compreender, perdoar e acolher, ao contrário deste bispo, que diferença!. A excomunhão exclue as pessoas da instituição eclesiástica e da participação em seus sacramentos, entretanto, jamais a ruptura com Deus e com o próximo. Ao excumungar os médicos e a mãe, o bispo em nome de um falso deus, condenou-os ao fogo do inferno. Ao não fazer o mesmo com o padrasto, considerando que o estrupo é um mal menor, o bispo concede ao estuprador o perdão e as glorias do céu. Repare que as palavras "deus" e céu" estão escritas em minúsculas, pois é disso que se trata o representante desse deus. Se você Demian, conforme suas palavras, acha que "Além de tudo, existe apenas suspeita de estupro, pois estupro pressupõe violência", eu não consigo imaginar como estária essa criança fisicamente, dentra dessa visão que você tem do estupro. Se você dois conseguiram imaginar nesses breves segundos - o que acho muito difícil - essa criança, com seus olhinhos assustados, com seu corpinho fragil destruído fisicamente, com sua infância destruida de uma forma estúpida e, conseguiram sentir sofrimento, respirem fundo e abram os olhos, pois foram apenas breves segundos para vocês, por que para essa criança foram 3 anos, dos 6 aos 9 sofrendo nas mãos de um monstro, de um crime que um bispo considera um mal menor. Ao excomungar os médicos e a mãe, deixando o mostro fora desse castigo, o bispo que representa a igreja, deixa claro, que todos, todos mesmos, padres e bispo católicos, pedófilos e estupradores estão perdoados, pois cometeram crimes menores, mesmo obrigando as freiras, crianças e adolescentes a abortarem.
Enquanto isso, as BBB's recebem elogios de toda a sociedade, ou pelo menos de boa parte dela, inclusive da igreha.



*Demian*
demi@hotmail.com
Inserido em: 2009-03-10 15:05:54

O bispo se intrometeu em assunto da Igreja, que ele representa. E como representante da Igreja, que condena o aborto, ele tinha não só o direito, mas também o dever de aplicar os preceitos dela, excomungando os abortadores e responsáveis diretos pelo aborto. Afinal, só é catolico quem quer. Ninguém é obrigado a aceitas os preceitos da religião.

Diz o Lula que a medicina está mais certa que a Igreja. Não. A medicina foi feita para salvar vidas, não para matar. A medicina usou como pretexto a questão do risco de vida (é risco de vida que se fala e não de morte, como diz a imprensa ignorante) da menina para se justificar diante da sociedade. Hipocrisia. Outras meninas, de maior idade, só não abortaram legalmente porque a gravidez já vai avançada. Eu replicaria ao presidente Lula que a natureza está mais certa que a medicina. Não existe gravidez sem ovulação e a ovulação é a natureza a dizer que a menina se tornou mulher e pode levar adiante a gravidez.

A legislação brasileira admite o aborto em dois casos:

- se a mãe estiver correndo risco de vida
- se a gravidez for decorrente de estupro

A medicina, apoiada na legislação, se valeu do segundo caso, mas usando como pretexto o primeiro. A Igreja Católica, dentro de seus princípios, não considera o segundo caso e, como tal, cumpriu o dever que tinha, através de seu bispo. O bispo ainda considerou sua decisão com base nos mais de um milhão de abortos que são praticados no Brasil anualmente, verdadeiro infanticío que muitos querem ver legalizado por inteiro.

Além de tudo, existe apenas suspeita de estupro. Estupro pressupõe violência. O padrasto, na condição de padrasto, tinha a obrigação moral de tratar as meninas como filhas, com os cuidados, o carinho e o respeito que um pai deve às próprias filhas. Mas de qualquer maneira a legislação brasileira favorece e incentiva casos de abuso com meninas muito novas por não ter uma idade legal de consentimento. A legislação é de 1940, quando o sexo devia ser praticado somente após o casamento e o casamento apenas após os 18 anos, salvo alguns casos especiais. Diversos estudiosos notam a necessidade de baixar a maioridade penal para os 14 e a sexual para os 12. Enquanto não houver uma legislação moderna, os casos de criminalidade juvenil, gravidez precoce e AIDS continuarão se multiplicando. O problema era muito menos grave até a década de 70, quando na prática meninas novas namoravam caras mais velhos. Era menina de 15 com cara de 25. "Qual é, você ainda nem saiu das fraldas", dizia qualquer uma delas quando paqueradas por algum adolescente. Elas queriam gente mais madura, com mais conteúdo, com maior responsabilidade, com mais cabeça. A sociedade aceitava e a lei fechava os olhos. Usando como pretexto a Internet, o jornal e a TV, manipulando a opinião pública, trouxeram a histeria social e o patrulhamento ideológico que afastou os namorados mais velhos e jogou a sexualidade dos mais novos na mais completa irresponsabilidade e promiscuidade, inundando a saúde pública de mães solteiras e de doenças sexualmente transmissíveis. E inundando clínicas clandestinas de abortos clandestinos. Além disso aumentou e aumenta cada vez mais os casos de abuso, porque, sob o ponto de vista de tal padrasto, não haveria diferença entre escolher a de 9 ou outra de 12, 14 ou 16.

http://adrenaline.com.br/forum/papo-cabeca/247453-bispo-excomunga-2-salvarem-a-vida-de-crianca-apos-aborto.html


*JOSE FRANCISCO DA SILVA*
JOCAELI@IBEST.COM.BR
Inserido em: 2009-03-09 19:38:58

Parodiando o que disse sobre guardar o nome do Bispo, deixo aqui taambém a sugestão, guardem esse nome também: "Cristina Moreno de Castro". provavelmente mais um desses jornalistazinhos de plantão. Vejo que voce nada conhece da Igreja Católica Apostólica Romana. ela é milenar sim, pois foi fundada por Jesus Cristo e é a favor da vida. E aqueles que são contra a Igreja Católica Apostolica Romana, e todo o Canon, que procure uma igreja que seja a favor do aborto. Mas não critique aquilo que não conhece.


*Carlinhos Medeiros*
bodegacultural@gmail.com
Inserido em: 2009-03-08 22:42:49

Não consigo compreender o estardalhaço á respeito dessa "excomunhão". Será que os que foram excomungados viviam em comunhão com o bispo, sua doutrina e sua igreja?
Na realidade essa questão me remete a uma reflexão mais profunda: que os da batina se consideram os representantes legítimos de deus, por isso tamanho zelo pela concepção da vida. Ou então é baitolagem mesmo.


*Cris*
tamoscomraiva@hotmail.com
Inserido em: 2009-03-07 10:57:41

O noticiário de hoje enriquece e complementa o artigo.

Da Folha, a informação de que a menina pesava meros 30 quilos. E que aborto, heresia e agressão ao papa são pecados mais graves que o estupro pedófilo durante três anos contra a enteada, segundo o arcebispo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0703200901.htm

E ainda a defesa de um padre da CNBB de que a menina de 9 anos fizesse um parto precoce, tendo os gêmeos aos seis meses, para garantir a vida dos três: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0703200904.htm

Mas o melhor da Folha de hoje, sem dúvida alguma, são as cartas enviadas por três sábios católicos, que merecem ser lidas na íntegra, para complementar a reflexão final deste artigo:

Estupro e excomunhão
"Fiquei indignada e enojada com o caso da menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. E mais ainda com as declarações do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, sobre a excomunhão da mãe e dos médicos envolvidos no aborto. Tenho pena da Igreja Católica e, a partir de hoje, envergonhada, deixo de fazer parte dela."
HELENI BORELLA BARBOSA (Caraguatatuba, SP)

"Alguém deveria perguntar ao arcebispo de Recife se já foram excomungados os inúmeros padres pedófilos da igreja, se foram excomungados os representantes da igreja que enriqueceram com o dinheiro do povo, favorecendo reis na Idade Média, e se foram excomungados aqueles que queimaram centenas de mulheres em praça pública simplesmente por prazer. Sou católica, frequento a missa todos os domingos e participo de atividades sociais. Mas não sei ser hipócrita a esse ponto, mesmo em relação à minha religião. Deus é mais que normas. Cada qual vai responder a Ele, não a homens. Por isso temos livre-arbítrio. A igreja é um lugar para se acalmar, para rezar, para manifestar sentimentos, mas é só. Deus está dentro da gente, em qualquer lugar que estivermos, em qualquer religião que frequentarmos. Cada um deve responder por seus próprios atos, por suas próprias escolhas. Quem são estes que querem falar em Seu nome? Para quem acredita, Ele não precisa de intermediários."
KEILA RICETO (Uberaba, MG)

"A Igreja Católica, por sua doutrina, perdoa os estupradores e ainda reserva para eles lugares no Paraíso. Mas remete ao fogo do inferno aqueles que salvaram a vida da menina e agiram dentro dos mais altos sentimentos humanitários. Em que mundo absurdo, anacrônico e surreal vivem esses padres e bispos? É por essas e por outras que cada vez mais as pessoas se afastam da igreja e se aproximam de Deus, como diz a sabedoria popular."
FERNANDO FABBRINI (Belo Horizonte, MG)

Já o Estadão conversou com um respeitado entendedor da doutrina católica, professor de Bioética do Centro Universitário São Camilo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião, que pondera o conceito de aborto e sua gravidade para a igreja católica: "A Teologia trabalha com dois modelos: um, que é o princípio geral, argumenta que a vida é sagrada e considera inaceitável matar a criança em qualquer hipótese; outro, que leva em conta os conflitos ou grandes dilemas em circunstâncias particulares, encara como um desafio para a inteligência humana escolher quem pode salvar, quando não é possível salvar a todos".

Vale ler tudo: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090307/not_imp334928,0.php

O Globo nos garante que a menina passa bem – que é o mais importante de tudo nessa história: http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/06/menina-de-9-anos-estuprada-submetida-aborto-deixa-hospital-em-recife-754723144.asp
 Publicado em: 2009-03-06 por csouza, última modificação em: 2009-03-10 por admin

 

 

     

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